CPI DA POLUIÇÃO PETROQUÍMICA RECEBE O VEREADOR DE SANTO ANDRÉ RICARDO ALVAREZ.

A CPI da Poluição Petroquímica recebeu ontem (18) o vereador da cidade de Santo André, Ricardo Alvarez (PSOL), e debateu pontos de um recém criado comitê gestor do Polo Petroquímico, que está instalado nas proximidades da zona leste da cidade de São Paulo.
De acordo com Alvarez, no último dia 11 de agosto as prefeituras de Mauá e Santo André assinaram decretos municipais que criam o “Comitê Gestor de Governança do Polo Petroquímico do Grande ABC”, que visa coordenar políticas públicas entre as cidades ligadas ao complexo industrial.
Os decretos também delimitam a área do Polo Petroquímico como um complexo de indústrias e empresas do setor químico, petroquímico e engarrafamento de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo).
Um dos pontos destacados no depoimento é a composição do comitê:
o grupo deverá ter dois representantes das prefeituras de São Paulo, Santo André e Mauá; um representante do Consórcio Intermunicipal Grande ABC; dois membros do COFIP ABC (Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC); um membro de organização sindical de trabalhadores do setor petroquímico; um representante de São Paulo, um de Santo André e um de Mauá de organização da sociedade civil do entorno do Polo; e um membro da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, totalizando 14 integrantes.
“O que nos chamou a atenção em relação a isso é que os decretos dessas cidades determinam que São Paulo, a nossa cidade, indicará dois representantes para esse conselho. São Paulo não se subordina ao decreto de outro município”, disse o vereador Alessandro Guedes, presidente da CPI.
“Nós estamos tranquilos quanto a isso, porque o trabalho da CPI está apontando para o Executivo, para o prefeito, que existe um problema na região e que nossa cidade precisa enfrentar”, completou Alessandro Guedes.
POLUIÇÃO
A CPI da Poluição Petroquímica também repercutiu a denúncia de moradores do entorno do complexo industrial de que essa semana foi expelido do polo uma grande quantidade de um tipo de floco branco, que sujou as ruas e casas da região.
A empresa Braskem, instalada no complexo, assumiu a responsabilidade pela situação, recolheu o material das ruas e informou que a substância seria inerte, ou seja, não seria perigosa ou tóxica para as pessoas.
Ainda assim, esse novo incidente chamou a atenção da CPI. As denúncias do pó preto, as fuligens pretas, as gotículas de óleo, o tal do pó branco alguns meses atrás e, agora, uma espécie de uma chuva desse conteúdo [flocos brancos] que aconteceu novamente.
E ninguém sabe do que se trata. Quais os males que isso traz para a saúde das pessoas? O polo simplesmente se manifestou dizendo que é um material inerte, não faz bem, não faz mal para ninguém, então não precisamos nos preocupar. Mas quem garante isso? Eles não reconhecem que poluem.
REQUERIMENTOS
Os vereadores aprovaram requerimento solicitando agenda com o prefeito da capital, Ricardo Nunes, para tratar de assuntos relacionados à CPI.

#equipealessandroguedes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *