Sabesp na CPI das enchentes aprofunda investigação sobre saneamento
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Enchentes do Pantanal da Câmara Municipal de São Paulo realizou mais uma oitiva para investigar as causas estruturais dos alagamentos que atingem há décadas o Jardim Pantanal e bairros da Zona Leste.
Desta vez, os vereadores ouviram representantes da Sabesp para esclarecer o funcionamento da rede de esgoto e seus possíveis impactos nas enchentes recorrentes da região.
Participaram nesta quinta-feira (12/03) Elis Regina Jesus, gerente de manutenção e execução de serviços operacionais da companhia na regional Leste, e Alexandre Domingues Marques, engenheiro e gerente de operações da mesma estação.
A CPI, presidida pelo vereador Alessandro Guedes, tem como objetivo identificar responsabilidades, compreender as limitações do sistema de saneamento e apontar soluções concretas para melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem na região, historicamente afetada por alagamentos.
Alessandro Guedes cobra transparência e soluções definitivas
Durante a reunião, o presidente da CPI destacou a importância de aprofundar as investigações para compreender todos os fatores que contribuem para os alagamentos.
“Nosso objetivo é esclarecer todos os pontos técnicos e entender como o sistema de saneamento impacta a drenagem da região. A população do Jardim Pantanal não pode continuar convivendo com enchentes todos os anos”, afirmou Alessandro Guedes.
O vereador também reforçou que a CPI trabalha para reunir informações técnicas e garantir que os diferentes níveis de governo atuem de forma integrada na solução do problema.
“Estamos ouvindo todos os órgãos responsáveis para construir um diagnóstico completo. A partir disso, vamos apontar caminhos concretos para enfrentar esse problema histórico que afeta milhares de famílias no território.”
Presidente da CPI das enchentes do Jardim Pantanal, o vereador Alessandro Guedes
Sabesp explica funcionamento da rede de esgoto
Durante a oitiva, os representantes da Sabesp explicaram aos parlamentares as características do sistema de esgotamento sanitário na região e os limites técnicos da infraestrutura existente.
Segundo os técnicos da companhia, a rede de esgoto foi projetada para o transporte de efluentes sanitários e não tem relação direta com o escoamento das águas da chuva.
“O sistema de esgotamento sanitário não foi projetado para receber água pluvial. Quando isso acontece, há sobrecarga na rede e podem ocorrer transtornos operacionais”, explicou Elis Regina Jesus, gerente de manutenção e execução de serviços operacionais.
Outro ponto destacado foi que a expansão e modernização das redes fazem parte dos investimentos estruturais necessários para melhorar o sistema de saneamento na região.
Próximos passos da CPI das enchentes
Ao final da reunião, a CPI das Enchentes do Pantanal aprovou novos encaminhamentos para dar continuidade às investigações.
Embora tenham sido apresentados esclarecimentos técnicos e informações sobre obras em andamento, a comissão avaliou que ainda existem questionamentos pendentes. A Sabesp deverá encaminhar respostas adicionais no prazo de dez dias, permitindo o avanço das investigações e a construção de propostas que possam contribuir para a solução dos problemas enfrentados pelos moradores do bairro.
Além disso, foram aprovados dois requerimentos de intimação de representantes da empresa Itaquá Areia para prestar esclarecimentos a respeito da exploração realizada na região.
A comissão também pretende aprofundar o debate sobre drenagem urbana, gestão dos rios e investimentos em infraestrutura para reduzir os impactos das enchentes no local.
Para Alessandro Guedes, o trabalho da CPI é fundamental para garantir respostas concretas à população.
“Essa CPI nasceu da luta dos moradores e do compromisso de buscar soluções reais. Nosso trabalho é investigar, cobrar e apontar caminhos para que o Jardim Pantanal e toda a região possam finalmente viver sem o medo das enchentes.”